Por que a resposta do ChatGPT vem genérica (e como mudar isso)
Você abriu o ChatGPT, pediu uma minuta e recebeu um texto que serviria para qualquer pessoa, de qualquer escritório, sobre qualquer caso. Fechou a aba com a sensação de que inteligência artificial é superestimada.
A conclusão faz sentido para o que você viu. O problema é a amostra.
O que aconteceu ali
A IA responde com o que tem. Se o pedido tem uma linha, ela preenche o resto com o mais provável, e o mais provável é o genérico. Não é falta de capacidade, é falta de contexto.
O que muda a resposta
Um bom pedido tem quatro partes:
- Quem você é e para quem é o texto. “Sou advogada, o texto vai para um cliente leigo.”
- O material. O trecho do contrato, os fatos, o documento.
- O que você quer exatamente. “Explique em até dez linhas, sem termo técnico.”
- O formato. Tópicos, e-mail, tabela, parágrafo corrido.
Compare: “faça uma notificação de atraso de aluguel” contra “sou advogado, preciso de uma notificação extrajudicial para um inquilino com três meses de atraso, tom firme e educado, com prazo de 15 dias para pagamento, em até uma página”. A segunda já sai muito mais perto do que você usaria.
O passo que quase ninguém dá
O ChatGPT tem instruções personalizadas, no menu de Personalização. Ali você diz uma vez quem você é, como gosta de receber as respostas e o que ele deve evitar. Essas instruções passam a valer para as conversas novas. É a diferença entre explicar tudo do zero toda vez e trabalhar com quem já te conhece.
E sempre: confira
Resposta melhor não dispensa revisão. Quem assina é você.
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